Com publicação científica

John A. Anderson via Shutterstock
Recifes de corais são amplamente sensíveis às mudanças climáticas
Por Redação SciAdvances
Fonte
Áreas
Compartilhar
As novidades ecológicas — o surgimento de novas comunidades de espécies sem precedentes históricos — podem incluir ecossistemas inteiros e surgir em resposta a transformações ambientais, como as mudanças climáticas.
Ultimamente, cientistas têm notado que a velocidade e a escala desse fenômeno estão aumentando: processos que antes demoravam séculos ou milênios agora acontecem em décadas.
De qualquer modo, ainda é difícil prever se essas alterações estão associadas ao aumento ou à redução da biodiversidade.
Tradicionalmente, os esforços de conservação e restauração visam restabelecer condições históricas dos ecossistemas ou preservar espécies ameaçadas em seus habitats.
No entanto, diante de condições ambientais em transformação, essa abordagem pode não ser efetiva: muitos habitats estão mudando tão profundamente que as espécies nativas já não encontram condições necessárias para prosperar.
Recentemente, a Dra. Tina Heger, professora de Ecologia na Escola de Ciências da Vida da Universidade Técnica de Munique (TUM), na Alemanha, liderou um estudo de revisão sobre como as mudanças climáticas podem afetar a biodiversidade. O estudo foi publicado na revista científica Nature Climate Change.
Segundo os cientistas, as novidades ecológicas estão se tornando uma característica marcante de um mundo em rápida transformação. De acordo com a professora Tina Heger, isso afeta a maneira como a restauração ecológica e a conservação são percebidas e praticadas.
A professora destacou a necessidade de redefinir as metas de conservação, para não se correr o risco de perder oportunidades de adaptação às mudanças climáticas e de apoiar a biodiversidade.
À medida que as temperaturas dos oceanos aumentam, peixes tropicais expandem sua presença para águas mais frias, onde encontram novas espécies. Simultaneamente, espécies de corais sensíveis ao calor estão em declínio, enquanto espécies mais resilientes tornam-se mais comuns e criam condições de habitat diferentes para os peixes que permanecem no local.
Os cientistas preveem que processos semelhantes ocorrerão em ecossistemas de todo o mundo nas próximas décadas. Neste cenário, a restauração e a conservação precisam de um novo olhar da ciência.
A professora Tina Heger defende que precisam ser criadas condições que sustentem um ecossistema funcional daqui a 20, 50 ou 100 anos.
Esse desafio ecológico em boa parte criado pelas mudanças climáticas também traz um desafio social. A professora ressaltou – em um segundo artigo recente também publicado na revista científica Nature Climate Change no qual foi a primeira autora – que os impactos sociais das mudanças climáticas devem ser incorporados deliberadamente às estratégias de adaptação e conservação, para ser possível conduzir essa transformação da maneira mais eficaz possível.
Publicidade
Últimos avanços

Galyna Andrushko via Shutterstock

Cryptographer via Shutterstock

Terelyuk via Shutterstock

Wirestock Creators via Shutterstock
Publicidade
Autores/Pesquisadores Citados
Publicação
Acesse o resumo do artigo científico (em inglês).
Mais Informações
Acesse também o resumo do segundo artigo, sobre mudanças climáticas, novidade ecológica e novos desafios sociais, publicado na revista Nature Climate Change (em inglês).
Publicidade
Outros avanços

Universidade de Montreal




