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Dusan Petkovic via Shutterstock
Ronco alto pode ser um dos sinais da apneia do sono
Por Redação SciAdvances
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A apneia obstrutiva do sono, ou simplesmente apneia do sono, é um distúrbio do sono comum que acontece quando a passagem do ar pelas vias aéreas fica obstruída durante o sono, fazendo com que a respiração pare ou fique reduzida por curtos períodos, que podem ser repetitivos.
A condição é frequentemente acompanhada por ronco alto e pausas na respiração, e a pessoa pode acordar repentinamente com a sensação de sufocamento ou engasgo.
Dependendo do caso, o tratamento pode ser feito com o uso de aparelhos que proporcionam fluxo contínuo de ar com pressão positiva (CPAP), aparelhos intraorais para facilitar a respiração, mudanças no estilo de vida ou mesmo cirurgia.
Em caso de sinais de apneia do sono, a pessoa deve procurar um médico otorrinolaringologista ou especialista em medicina do sono para avaliação.
Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Monash, na Austrália, e publicado recentemente na revista científica Alzheimer’s & Dementia: The Journal of the Alzheimer’s Association, investigou a relação entre apneia do sono, habilidades cognitivas e fatores de risco para demência em adultos de meia-idade cognitivamente saudáveis.
Os 2.795 participantes, com idades entre 40 e 70 anos e integrantes do projeto australiano Healthy Brain Project, realizaram avaliações on-line de habilidades cognitivas e de saúde.
Os pesquisadores compararam o desempenho cognitivo e os fatores de risco para demência entre indivíduos com e sem apneia obstrutiva do sono.
O estudo constatou que os participantes com apneia do sono não tratada apresentavam pior memória do que aqueles sem apneia ou em tratamento e os pacientes em tratamento tiveram desempenho semelhante ao dos participantes sem apneia do sono.
Os pesquisadores também descobriram que os participantes com apneia do sono apresentavam um número maior de fatores de risco para demência, incluindo obesidade, pressão alta e colesterol elevado.
Gabriel Abdelmessih, doutorando em Neuropsicologia Clínica na Universidade Monash e autor principal do estudo, afirmou que as descobertas ressaltam a importância de identificar e tratar a apneia do sono precocemente, muito antes de qualquer declínio cognitivo significativo se tornar evidente.
Os pesquisadores agora pretendem investigar se o tratamento conjunto da apneia do sono e dos fatores de risco vasculares relacionados poderia ajudar a proteger a saúde cerebral e reduzir o risco de demência à medida que as pessoas envelhecem.
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Acesse o artigo científico completo (em inglês).
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