Com publicação científica

Oligodendrócitos e a formação da mielina
Nova plataforma baseada em células-tronco permite estudo da formação da mielina sem usar modelos animais
Nova abordagem permite análise quantitativa do envolvimento de oligodendrócitos nos processos iniciais de mielinização

Vink Fan via Shutterstock

Ilustração 3D de neurônio e bainha de mielina

Por Redação SciAdvances

22 de maio de 2026, 07:09

Fonte

Áreas

Biologia, Biotecnologia, Microbiologia, Neurociências, Neurologia, Patologia, Psiquiatria

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Oligodendrócitos e a formação da mielina

Nos neurônios, a mielina é uma estrutura isolante essencial para a transmissão de sinais e para o controle da plasticidade cerebral.

Na formação da mielina, ou mielinização – que começa durante o desenvolvimento cerebral no terceiro trimestre da gravidez e progride ao longo da infância – as células gliais do sistema nervoso central chamadas oligodendrócitos têm um papel fundamental.

Problemas com os oligodendrócitos e com a integridade da mielina podem ter resultados neurológicos graves, como as doenças neurodegenerativas. Por isso, estudos sobre a fisiopatologia dos oligodendrócitos são fundamentais.

Porém, atualmente há uma limitação importante: as pesquisas com os oligodendrócitos geralmente usam modelos animais, tipicamente roedores, que são significativamente diferentes dos humanos nesse quesito. Até agora, essas diferenças entre espécies limitaram o desenvolvimento de novas terapias neurológicas.

Avanço: novo sistema microfisiológico permite estudar oligodendrócitos sem usar modelos animais

No Japão, um novo estudo estabeleceu um método robusto e reprodutível para gerar rapidamente oligodendrócitos humanos a partir de células-tronco pluripotentes induzidas (células iPS), que são células-tronco reprogramadas em laboratório para retornar a um estado semelhante ao embrionário.

Segundo os pesquisadores, para recriar as características físicas dos axônios sem a complexidade do cocultivo neuronal, oligodendrócitos diferenciados foram cultivados em nanofibras alinhadas, com diâmetros semelhantes ​​aos de axônios humanos.

A plataforma é uma nova alternativa para estudar a biologia da substância branca cerebral e avaliar compostos que possam influenciar os processos iniciais de mielinização. Além de ser uma alternativa aos testes com animais.

Como prova de conceito, a plataforma detectou com sucesso efeitos de potenciais intensificadores e inibidores relacionados à bainha de mielina, bem como toxinas diretas dos oligodendrócitos associadas a lesões clínicas da substância branca.

O estudo foi liderado por cientistas da Universidade de Quioto e publicado na revista científica Stem Cell Reports.

Plataforma inovadora pode facilitar desenvolvimento de novas terapias

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