Com publicação científica

Carbono no ciclo da produção de leite
Pegada de carbono da produção de leite pode ser maior do que o estimado
Se for considerado o carbono liberado pelo solo, a pegada de carbono da cadeia do leite pode ser consideravelmente maior do que a estimada sem essa parcela

Volodymyr Tverdokhlib via Shutterstock

Vaca leiteira pastando

Por Redação SciAdvances

22 de abril de 2026, 16:20

Fonte

Áreas

Agropecuária, Carbono, Ciência Ambiental, Gestão Ambiental, Governança Ambiental, Indústria Alimentícia, Laticínios, Mudanças Climáticas, Sustentabilidade

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Carbono no ciclo da produção de leite

Quando se pensa no impacto climático da produção de leite, geralmente o foco recai sobre as emissões de metano provenientes do manejo das vacas.

A pegada de carbono da produção de leite geralmente é calculada pela Avaliação de Ciclo de Vida, um método que calcula o impacto ambiental examinando cada etapa da produção, desde o cultivo da ração para o gado até o manejo do esterco. Por fim, o método indica o total de Gases de Efeito Estufa emitidos por kg de leite.

O cálculo em geral considera, além das emissões de metano, o manejo de dejetos, a produção de alimentos, a energia e os insumos, geralmente seguindo a norma ISO 14067.

Neste cenário, as alterações no carbono armazenado na matéria orgânica do solo raramente são consideradas nas avaliações da pegada de carbono em nível do espaço ocupado pela agropecuária.

Avanço: estudo sobre pegada de carbono da produção de leite inclui carbono liberado das pastagens, cuja parcela não é desprezível

Um novo estudo da Universidade de Helsinque e do Instituto Meteorológico da Finlândia mostrou que as alterações no estoque de carbono orgânico do solo podem desempenhar um papel fundamental na pegada de carbono da produção de leite.

O estudo examinou como as alterações no estoque de carbono orgânico do solo afetam a pegada de carbono total da produção de leite na fazenda experimental da Universidade de Helsinque, em campos de rotação de pastagens e cultura de cereais.

Considerando a Avaliação de Ciclo de Vida, os pesquisadores compararam três maneiras distintas de calcular as alterações no carbono do solo e descobriram que cada uma produzia resultados muito diferentes. O método mais simples, o padrão do IPCC Nível 1, claramente subestimou as emissões em comparação com medições de campo mais detalhadas e modelos de carbono.

A Dra. Yajie Gao, pesquisadora de pós-doutorado da Faculdade de Agricultura e Silvicultura da Universidade de Helsinque, explicou que as pastagens utilizadas como alimento para o gado podem sequestrar carbono no solo ou liberá-lo na atmosfera. A biomassa subterrânea da grama é uma importante fonte de carbono para promover o sequestro de carbono no solo. É por isso que o balanço de carbono de um campo faz parte da pegada de carbono do leite, embora geralmente seja deixado de fora dos cálculos.

O estudo foi publicado na revista científica The International Journal of Life Cycle Assessment.

Solo pode liberar muito carbono

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Autores/Pesquisadores Citados

Pesquisadora de pós-doutorado da Faculdade de Agricultura e Silvicultura da Universidade de Helsinque
Coordenadora de pesquisa da Faculdade de Agricultura e Silvicultura da Universidade de Helsinque

Instituições Citadas

Publicação

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