Com publicação científica

Síndrome de Guillain-Barré
Estudo quantifica risco da Síndrome de Guillain-Barré após dengue
Pesquisadores analisaram bases de dados do Sistema Único de Saúde no Brasil

Giovanni Cancemi via Shutterstock

Por Redação SciAdvances

17 de abril de 2026, 12:14

Fonte

Áreas

Biomedicina, Imunologia, Medicina, Medicina Intensiva, Neurociências, Neurologia, Patologia, Vacinas, Vigilância Sanitária, Virologia

Compartilhar

Síndrome de Guillain-Barré

A síndrome de Guillain-Barré é uma doença autoimune rara em que o sistema imunológico ataca os nervos periféricos, causando fraqueza muscular, que pode progredir das pernas para o resto do corpo, e formigamento. Em casos graves, o paciente pode ficar completamente paralisado e precisar de ventilação mecânica para respirar.

A maioria das pessoas se recupera, mas o processo pode ser lento e pode deixar sequelas permanentes.

A ciência já sabe que a síndrome pode aparecer após infecções virais ou bacterianas, como a dengue. Como epidemias de dengue têm sido cada vez mais frequentes, no Brasil e em outros países, faltava até agora um estudo abrangente que quantificasse o risco de desenvolver a síndrome após o estabelecimento da dengue.

A compreensão desse risco poderia ajudar sistemas de saúde a se prepararem, com um enfrentamento precoce da situação.

Avanço: dengue de fato pode aumentar risco da Síndrome de Guillain-Barré de maneira importante

Um novo estudo desenvolvido por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz Bahia) e da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres (LSHTN), no Reino Unido, mostrou que pessoas infectadas pelo vírus da dengue têm um risco significativamente maior de desenvolver a Síndrome de Guillain-Barré nas primeiras semanas da infecção.

Os pesquisadores analisaram três grandes bases de dados do Sistema Único de Saúde (SUS): internações hospitalares, notificações de casos de dengue e registros de óbitos.

O estudo foi publicado na revista científica New England Journal of Medicine na forma de ‘correspondência editorial’.

Mais dengue, mais casos da Síndrome de Guillain-Barré

Publicidade

Rolar para cima