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Nancy Ayumi Kunihiro via Shutterstock
Apis mellifera colhendo pólen
Por Redação SciAdvances
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Uma cooperação científica entre a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) e o Centro de Conhecimento em Biodiversidade mostrou que as mudanças climáticas podem reduzir em 38% a área climaticamente adequada para a abelha Apis mellifera na Bacia hidrográfica do Rio Doce.
Os pesquisadores analisaram os efeitos do aquecimento global em paralelo às áreas atingidas pelos rejeitos do rompimento da barragem da Samarco, em 2015.
A pesquisa usou modelos preditivos para projetar a distribuição das abelhas em cenários climáticos otimistas e pessimistas até 2050. Como a abelha Apis mellifera é a espécie manejada mais difundida no mundo e tem papel central na economia regional, o mapeamento pretende subsidiar estratégias de adaptação de produtores e da agricultura dependente da polinização.
Os resultados indicaram que a proporção de área adequada para a espécie deve cair de 50% no cenário atual para 31% no futuro. A tendência aponta que a porção oeste e parte do centro da bacia do Rio Doce devem se tornar quase totalmente inadequadas.
O Dr. Flávio Mariano Mota, pesquisador do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) com pós-doutorado pela UFMG e autor principal do estudo, destacou que, apesar da plasticidade e da ampla distribuição da Apis mellifera, os modelos projetaram uma perda substancial de área, associada à sazonalidade das chuvas e à variação de temperatura, o que pode comprometer a polinização de cultivos e exigir a realocação de apiários.
Os resultados foram publicados na revista científica Journal of Applied Entomology.
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Autores/Pesquisadores Citados
Publicação
Acesse o artigo científico completo (em inglês).
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