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Por Redação SciAdvances
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Pesquisadores da Universidade McGill, no Canadá, desenvolveram um estudo pré-clínico que melhora o entendimento sobre como a estabilidade da memória é possível mesmo com mudanças das estruturas de memória ao longo do tempo.
A pesquisa, publicada na revista científica Nature, mostrou que uma rede de células nervosas que funciona como um sistema de ‘posicionamento e direção’ 3D do cérebro ajuda a manter a estabilidade da memória. Essa rede de células conecta o hipocampo, que é o centro da memória, ao resto do cérebro.
Em um estudo realizado ao longo de meses com camundongos, os cientistas descobriram que as células do sistema de posicionamento e direção continuavam intactas, mesmo com mudanças no hipocampo ao longo do tempo.
O Dr. Adrien Peyrache, professor do Departamento de Neurologia e Neurocirurgia da Universidade McGill e autor sênior do estudo, destacou que os resultados têm implicações para a pesquisa sobre a doença de Alzheimer, já que a perda de orientação costuma ser um dos primeiros sinais de alerta, muitas vezes aparecendo antes da perda de memória.
Portanto, segundo o professor, a compreensão sobre o funcionamento desse sistema de posicionamento e orientação pode ajudar em novas pesquisas sobre diagnóstico precoce do Alzheimer e futuras estratégias terapêuticas.
Além do professor Adrien Peyrache, a pesquisa também foi conduzida pela Dra. Sofia Skromne Carrasco, doutoranda na Universidade McGill e primeira autora do estudo, e pelo Dr. Guillaume Viejo, pesquisador da Universidade McGill à época da pesquisa e atualmente pesquisador da Simons Foundation.
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Publicação
Acesse o resumo do artigo científico (em inglês).
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