Com publicação científica

Alzheimer em animais
Pesquisa indica que estudos em cães podem ajudar na compreensão e enfrentamento do Alzheimer
Estudo de revisão mostrou paralelos entre o Alzheimer em humanos e disfunção cognitiva em cães

Ground Picture via Shutterstock

Por Redação SciAdvances

1 de abril de 2026, 15:03

Fonte

Áreas

Envelhecimento, Epidemiologia, Gerontologia, Medicina, Medicina Veterinária, Neurociências, Neurologia, Psiquiatria, Saúde Mental, Saúde do Idoso

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Alzheimer em animais

Modelos animais podem ser fundamentais nas pesquisas sobre a doença de Alzheimer por permitirem o acesso a características patológicas como placas beta-amiloides, emaranhados tau, neuroinflamação e déficits cognitivos.

Os principais modelos animais usados em pesquisas sobre o Alzheimer são camundongos transgênicos e peixes-zebra, ou até animais de maior porte (com maior semelhança patológica com os humanos em alguns aspectos), como macacos-prego, gatos e até cães.

Especificamente em cães, a disfunção cognitiva canina (ou ‘Alzheimer canino’) poderia ser um bom modelo para a doença de Alzheimer, e essa aproximação tem sido objeto de estudos nos últimos anos.

Avanço: potencial de uso de modelo canino em pesquisas translacionais sobre Alzheimer e outras demências

Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Botucatu, publicaram recentemente um artigo de revisão de escopo sobre a disfunção cognitiva canina, com o objetivo de avaliar criticamente sua relevância translacional para a doença de Alzheimer.

Devido a semelhanças no processo de envelhecimento em cães e humanos, os avanços na compreensão da doença veterinária e seus paralelos com a doença em humanos pode viabilizar novos estudos voltados ao enfrentamento do Alzheimer e trazer novos conhecimentos sobre a progressão da doença.

Na UFSCar, o estudo foi liderado por Heloisa Máximo Ribeiro, doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Ciências Fisiológicas. Heloisa é orientada pela Dra. Marcia Regina Cominetti, que lidera o Laboratório de Biologia do Envelhecimento da UFSCar, com linha de pesquisa voltada à investigação de biomarcadores na doença de Alzheimer.

O estudo de revisão, publicado na revista científica Alzheimer & Dementia: Translational Research & Clinical Interventions, é uma etapa preparatória para a pesquisa sobre biomarcadores do plasma sanguíneo associados à neurodegeneração de cães.

O estudo de revisão analisou 125 estudos sobre o envelhecimento de cães e disfunção cognitiva, publicados entre 2000 e 2025, principalmente em relação aos fatores de risco, neuropatologia e abordagens diagnósticas.

Fatores de risco, neuropatologia e diagnóstico

Autores/Pesquisadores Citados

Professora de Gerontologia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)
Doutoranda no Programa Interinstitucional de Pós-Graduação em Ciências Fisiológicas da UFSCar

Publicação

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