Leitura rápida

Cícero Oliveira, Agecom/UFRN
Material avançado obtido a partir do uso de micro-ondas convencional, uma mistura complexa de Ni, Fe e Co com Al2O3, MgO e Ce2O3
Por Redação SciAdvances
Fonte
Áreas
Compartilhar
Pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IFMA) desenvolveram uma nova tecnologia capaz de converter metano e dióxido de carbono (CO2) em gás de síntese, uma mistura de hidrogênio e monóxido de carbono amplamente utilizada na produção de energia.
A inovação desenvolvida no Laboratório de Tecnologia Ambiental da UFRN já está protegida por patente e propõe um novo processo de produção de catalisadores mais eficientes, de maior vida útil e de menor custo, aplicáveis tanto ao gás natural quanto ao biogás.
Os pesquisadores desenvolveram catalisadores trimetálicos, formados por níquel, ferro e cobalto, capazes de acelerar a reação química que transforma metano e CO2 em gás de síntese.
O diferencial da tecnologia está tanto na composição quanto no método de produção, que tem menor demanda de energia. O catalisador utiliza apenas metais não nobres, significativamente mais baratos que os materiais usados pela indústria, o que reduz drasticamente os custos de produção sem comprometer o desempenho. Além disso, todos os componentes são preparados simultaneamente, o que simplifica a fabricação e aumenta a homogeneidade do material final.
A produção usa combustão assistida por micro-ondas, com controle rigoroso da potência e da quantidade de combustível. Esse ajuste fino permite a obtenção de partículas em escala nanométrica, fator diretamente associado à maior eficiência e durabilidade do catalisador.
Na prática, a tecnologia – que está disponível para parcerias e licenciamento – pode ser aplicada em sistemas que utilizam biogás proveniente de aterros sanitários ou estações de tratamento, convertendo resíduos gasosos em energia ou insumos químicos.
Publicidade
Publicidade



