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Shakirov Albert via Shutterstock
Por Redação SciAdvances
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O lúpus eritematoso sistêmico juvenil é uma doença inflamatória autoimune, crônica e não contagiosa.
Com sintomas como febre prolongada, perda de peso, cansaço extremo, dor e inchaço nas articulações e lesões na pele, a doença também pode acometer os rins e o sistema nervoso e pode ter desfechos graves. A doença não tem cura, mas o tratamento pode controlar os sintomas.
O tratamento padrão com hidroxicloroquina pode ter como complicação rara a toxicidade retiniana, que pode levar a danos irreversíveis e à perda visual.
A pesquisa de mestrado de Alessandra Fonseca Graça da Silva no Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira da UFRJ, sob orientação do professor Dr. Flavio Roberto Sztajnbok e com a colaboração de vários pesquisadores da instituição, analisou possíveis alterações oculares em crianças e adolescentes com lúpus eritematoso sistêmico juvenil (LESJ).
Com a pretensão de avançar no conhecimento sobre o tratamento da doença no que diz respeito ao impacto em pacientes pediátricos, o estudo transversal incluiu 46 pacientes com LESJ com menos de 18 anos de idade.
Foi realizada uma avaliação oftalmológica completa dos participantes com foco em possíveis alterações oculares e sua associação com tempo de doença, tempo de uso da medicação, doses acumuladas e índice de atividade do lúpus.
As crianças avaliadas apresentaram sinais de olho seco, mesmo na ausência de queixas clínicas. Isso chamou a atenção dos pesquisadores porque evidencia a necessidade de investigação ativa durante as consultas oftalmológicas, mesmo quando não há sintomas relatados.
Em relação ao uso da hidroxicloroquina, as doses utilizadas estiveram dentro dos limites seguros preconizados para adultos, e não foram observados danos (visíveis) na retina associados ao uso nas dosagens avaliadas.
Por outro lado, usando tomografia de coerência óptica, os pesquisadores identificaram um possível marcador precoce de dano na retina em alterações nos exames. Este resultado deve motivar estudos maiores e com a inclusão de grupo controle para confirmar as observações feitas até aqui.
Os pesquisadores destacaram que os avanços deste estudo e de estudos subsequentes podem contribuir para a construção de protocolos mais específicos e seguros para pacientes pediátricos.
Os resultados foram publicados na revista científica Lupus.
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Acesse o resumo do artigo científico (em inglês).
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