Com publicação científica

Esclerose Múltipla
Cientistas descobrem potencial ligação do vírus Epstein-Barr com a esclerose múltipla
Estudo identificou excesso de células imunológicas T CD8+ no líquor de pessoas com demência

NIAID/NIH

Micrografia eletrônica mostrando três partículas do vírus Epstein-Barr coloridas em vermelho-alaranjado

Por Redação SciAdvances

8 de fevereiro de 2026, 16:00

Fonte

Áreas

Bioinformática, Biologia, Biotecnologia, Cuidados Paliativos, Envelhecimento, Epidemiologia, Genética, Imunologia, Medicina, Microbiologia, Neurociências, Neurologia, Psiquiatria, Saúde Mental, Virologia

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Esclerose Múltipla

A esclerose múltipla é uma doença autoimune, crônica e inflamatória que afeta o sistema nervoso central e se desenvolve quando o próprio sistema imunológico ataca a mielina que reveste as fibras nervosas do cérebro e da medula espinhal, levando a danos neurológicos progressivos.

Até agora, grande parte das pesquisas sobre esclerose múltipla se concentrou nas células T CD4+, que coordenam as respostas imunológicas, mas não matam células diretamente. O papel das células T citotóxicas CD8+ sobre a esclerose múltipla tem sido bem menos estudado.

Por outro lado, a ciência já sabe que o vírus Epstein-Barr — um vírus comum, presente em cerca de 95% dos adultos — também está presente em praticamente todas as pessoas que desenvolvem esclerose múltipla.

Avanço: ligação entre vírus comum e esclerose múltipla

Cientistas da Universidade da Califórnia em São Francisco (UCSF), nos EUA, avançaram na compreensão sobre como o vírus Epstein-Barr pode afetar a esclerose múltipla.

Os pesquisadores relataram que células imunológicas T CD8+ ‘assassinas’ são mais abundantes em pessoas com esclerose múltipla. Algumas dessas células têm como alvo o vírus Epstein-Barr, o que sugere que o vírus pode desencadear a resposta imunológica errática observada na esclerose múltipla.

A equipe de pesquisa liderada pelo Dr. Joe Sabatino, professor de neurologia da UCSF e autor sênior do estudo, analisou as células T citotóxicas diretamente em humanos, através de exames de sangue e do líquido cefalorraquidiano (líquor) de 13 pacientes com esclerose múltipla ou sinais iniciais da doença, bem como de cinco pessoas sem esclerose múltipla.

O estudo foi publicado na revista científica Nature Immunology.

Pesquisadores identificaram gene específico do vírus Epstein-Barr relacionado à esclerose múltipla

Autores/Pesquisadores Citados

Professor de neurologia da Universidade da Califórnia em São Francisco (UCSF)

Publicação

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