Com publicação científica

Media Lab do MIT
Sensor de ultrassom, à esquerda, e módulo eletrônico do novo dispositivo
Por Redação SciAdvances
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O câncer de mama é a principal causa de morte por câncer em mulheres no Brasil. Estima-se mais de 70 mil novos casos por ano no país, com taxas mais elevadas nas regiões Sul e Sudeste.
O diagnóstico em estágios iniciais é crucial e pode elevar as chances de cura para mais de 90%, reduzir a necessidade de tratamentos mais agressivos e também limitar a progressão da doença e reduzir a mortalidade.
A mamografia anual é o principal exame usado para a detecção precoce do câncer de mama. Porém, o câncer pode surgir no intervalo entre duas mamografias; neste caso, a realização de um exame mais simples e com uma frequência maior pode agilizar a detecção precoce.
Com uma sonda experimental de ultrassom e um módulo eletrônico para aquisição e processamento de imagens, pesquisadores do Media Lab do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos EUA, desenvolveram um mini dispositivo de ultrassom que pode facilitar a detecção precoce do câncer de mama.
Conectado a um computador, o novo dispositivo permite a reconstrução e visualização de imagens em 3D com baixo custo. Por ser bem pequeno e compacto, poderia ser usado em consultórios médicos em países de baixa e média renda ou mesmo em casa.
Os pesquisadores estimam que o custo da placa-mãe com o módulo eletrônico seja de cerca de 300 dólares (menos de R$ 1.600).
O desenvolvimento da tecnologia foi publicado na revista científica Advanced Healthcare Materials.
Os pesquisadores testaram o dispositivo em uma mulher de 71 anos com histórico de cistos mamários e obtiveram imagens precisas dos cistos e uma imagem 3D do tecido, sem falhas.
O sistema de ultrassom consegue gerar imagens com até 15 centímetros de profundidade no tecido e pode visualizar toda a mama a partir de dois ou três pontos.
Os pesquisadores destacaram que o dispositivo precisa ficar apenas sobre a pele, não havendo necessidade de pressioná-lo sobre a mama, o que evita distorção nas imagens e reduz o desconforto.
Agora, os pesquisadores estão trabalhando em um sistema ultracompacto, com a redução do módulo eletrônico, e também em sua conexão a um smartphone para visualização das imagens. Também está sendo conduzido um estudo clínico no Centro de Pesquisa Clínica e Translacional do MIT e no Hospital Geral de Massachusetts.
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