Leitura rápida

Novo modelo calcula com mais precisão as emissões de gases de efeito estufa provenientes do gás natural
13 de janeiro de 2026, 19:22

Fonte

Claire Loewen, Universidade McGill

Publicação Original

Áreas

Computação, Engenharia Ambiental, Engenharia de Energia, Gestão Ambiental, Modelagem Climática, Modelagem Matemática, Mudanças Climáticas, Simulação Computacional, Sustentabilidade

Compartilhar

Resumo

Pesquisadores da Universidade McGill, no Canadá, apresentaram um modelo de código aberto que facilita a avaliação das emissões de gases de efeito estufa das cadeias de suprimento de gás natural, tanto para especialistas quanto para não especialistas, e produz resultados mais precisos.

A Dra. Sarah Jordaan, professora do Departamento de Engenharia Civil da Universidade McGill e autora principal do estudo, afirmou que o trabalho, publicado na revista científica Cell Reports Sustainability, responde a um desafio antigo: “As cadeias de suprimento de gás natural são complexas e frequentemente estudadas por meio da Avaliação do Ciclo de Vida (ACV). Mas, devido à complexidade, as ACVs podem ser difíceis de desenvolver e implementar”.

O metano, um potente gás de efeito estufa, é uma das maiores fontes de incerteza nas avaliações do ciclo de vida do gás natural. “As emissões de metano são liberadas ao longo das cadeias de suprimento de gás natural. Esses vazamentos são altamente incertos e não são bem modelados nas Avaliações do Ciclo de Vida (ACVs)”, destacou a professora Sarah Jordaan.

O novo modelo, chamado SLiNG-GHG, calcula as emissões de dióxido de carbono e metano liberadas durante a transmissão, distribuição e transporte marítimo. A equipe de pesquisadores desenvolveu o modelo inicialmente para o Conselho Nacional de Petróleo dos EUA, a pedido do Secretário de Energia dos EUA.

No estudo, os resultados do modelo SLiNG-GHG variaram de 23% a 316% abaixo das estimativas de metano normalmente usadas em ACVs, que são extrapoladas a partir de dados de uma amostra representativa de dispositivos e publicadas em inventários governamentais ‘de baixo para cima’.

“Os inventários ‘de baixo para cima’ frequentemente subestimam as emissões em comparação com as medições diretas. Essa discrepância pode prejudicar a credibilidade do mercado e a confiança pública nos relatórios de gases de efeito estufa”, afirmou a pesquisadora.

Para construir o modelo, os pesquisadores revisaram mais de 2.200 publicações e harmonizaram os dados dos 16 estudos que atenderam a rigorosos critérios de qualidade. Em seguida, construíram equações de balanço de materiais para rastrear os fluxos de gás e estimar as emissões em cada etapa da cadeia de suprimento.

“O modelo permite que formuladores de políticas, reguladores, investidores e cidadãos avaliem melhor as emissões das cadeias de suprimento de gás natural”, concluiu a professora Sarah Jordaan.

Em suas publicações, o Portal SciAdvances tem o único objetivo de divulgação científica, tecnológica ou de informações comerciais para disseminar conhecimento. Nenhuma publicação do Portal SciAdvances tem o objetivo de aconselhamento, diagnóstico, tratamento médico ou de substituição de qualquer profissional da área da saúde. Consulte sempre um profissional de saúde qualificado para a devida orientação, medicação ou tratamento, que seja compatível com suas necessidades específicas. 

Autores/Pesquisadores Citados

Professora do Departamento de Engenharia Civil da Universidade McGill

Instituições Citadas

Publicação

Mais Informações

Notícias relacionadas

Rolar para cima