
Divulgação, Universidade do Texas
Cheyenne Ahamed e Lam Nguyen no Laboratório do Dr. Kevin Kumar, na Universidade do Texas em Austin
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Universidade do Texas em Austin
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Resumo
Estudantes do segundo ano da Escola de Medicina da Universidade do Texas, nos EUA, publicaram recentemente um artigo na revista científica Neuro-Oncology Advances sobre a importância do microambiente tumoral, os avanços e as direções da imunoterapia no tratamento de gliomas pediátricos.
Os estudantes, que realizaram o estudo durante o primeiro do curso junto ao laboratório do Dr. Kevin Kumar no Departamento de Neurocirurgia da escola, destacaram a importância de modelos computacionais para prever a resposta tumoral a terapias específicas para cada indivíduo, na direção da chamada medicina personalizada.
Foco do Estudo
Por que é importante?
O glioma, um tipo de tumor cerebral, continua sendo um dos cânceres pediátricos mais difíceis de tratar.
Os tratamentos para crianças são frequentemente adaptados de protocolos para adultos, com eficácia limitada.
Estudantes de Medicina da Universidade do Texas identificaram a falta de pesquisas que diferenciassem o microambiente tumoral em pacientes pediátricos.
Estudo
Uma aluna e um aluno de graduação da Escola de Medicina da Universidade do Texas em Austin, nos EUA, publicaram recentemente um artigo na revista científica Neuro-Oncology Advances sobre tumores cerebrais pediátricos.
Cheyenne Ahamed e Lam Nguyen, agora estudantes do segundo ano de Medicina, desenvolveram o estudo – sobre avanços e direções futuras em imunoterapia contra gliomas pediátricos – durante o primeiro ano do curso, seguindo um dos focos da escola: envolver precocemente os alunos em pesquisas translacionais com impacto no mundo real.
O projeto tomou forma no laboratório do Dr. Kevin Kumar, neurocirurgião e cientista do Departamento de Neurocirurgia da Escola de Medicina da Universidade do Texas. Sua abordagem de pesquisa inclui intencionalmente os alunos em descobertas práticas desde o início.
“Vejo os alunos como futuros colegas. A iniciativa de Cheyenne e Lam reflete o tipo de ambiente de pesquisa colaborativo e movido pela curiosidade que queremos cultivar”, destacou o Dr. Kevin Kumar.
“Não havia muita literatura que distinguisse os ambientes tumorais de adultos e crianças”, diz ela. “A maioria dos tratamentos é projetada para adultos, mas nem sempre se adapta bem a crianças. Essa lacuna me motivou a fazer mais perguntas”, disse Cheyenne Ahamed.
“As pessoas se concentram no próprio tumor. Mas ele está cercado por um ambiente complexo que, em pediatria, é especialmente imunossupressor. Isso dificulta que as terapias cheguem ao tumor”, continuou a futura médica.
“O microambiente tumoral pediátrico é distinto, caracterizado não apenas por diferenças na composição celular, mas também por uma menor carga mutacional, apresentação reduzida de neoantígenos e maior atividade imunossupressora”, destacaram os pesquisadores no artigo.
Cheyenne Ahamed e Lam Nguyen estavam entre os primeiros alunos a ingressar no laboratório do Dr. Kevin Kumar. Ambos trouxeram perspectivas moldadas por suas trajetórias acadêmicas anteriores e encontraram oportunidades para traduzir essas experiências em contribuições significativas.
Cheyenne Ahamed, que estudou Engenharia Biomédica na Universidade do Texas em Austin, concentrou-se na modelagem computacional do microambiente tumoral. Sua formação lhe proporcionou uma visão dupla: a capacidade de analisar sistemas biológicos complexos e o instinto de colocar o paciente no centro desses sistemas.
Ver alunos publicando em uma revista importante tão cedo é uma conquista significativa e um legado de suas habilidades, dedicação e curiosidade. É a abordagem diferenciada [da Escola de Medicina da Universidade do Texas] — uma cultura de inovação, colaboração e investigação, onde os alunos são incentivados desde o primeiro dia a pesquisar, fazer perguntas e dar contribuições significativas para a medicina
Resultados
“Os avanços nas metodologias de modelagem do microambiente tumoral, incluindo abordagens computacionais e modelos animais, fornecem novos insights sobre a biologia do glioma pediátrico. A utilização de modelos computacionais pode oferecer oportunidades para prever a resposta tumoral a terapias específicas e adaptar os regimes de imunoterapia a cada indivíduo, permitindo um cuidado personalizado”, explicaram os pesquisadores no resumo do artigo.
“A engenharia me ensinou não apenas a tratar um problema, mas a tratar a pessoa que o vivencia. Essa perspectiva é fundamental na pesquisa pediátrica”, destacou Cheyenne Ahamed.
Lam Nguyen afirmou que viu a experiência como uma ponte entre seus estudos acadêmicos e um interesse emergente em neurocirurgia. O projeto aprofundou sua compreensão da complexidade da biologia tumoral, particularmente em crianças — uma população frequentemente sub-representada em financiamento e inovação em pesquisa.
O envolvimento precoce lhes conferiu um raro senso de responsabilidade. Eles contribuíram não apenas para as descobertas científicas, mas também para o desenvolvimento e a direção da própria pesquisa.
Participando do laboratório do Dr. Kumar, os estudantes ajudaram a lançar as bases para um programa crescente focado em descobertas translacionais com impacto direto no paciente e, ao fazer isso, vivenciaram a medicina acadêmica na prática.
Para a universidade, estudantes como Cheyenne Ahamed e Lam Nguyen exemplificam o que é possível quando os alunos são capacitados para impulsionar o atendimento em subespecialidades.
Este artigo estabelece as bases para futuros estudos em nosso laboratório e além. As questões que Cheyenne e Lam estão explorando ajudarão a moldar nossa maneira de pensar sobre imunoterapia em neuro-oncologia pediátrica — e isso poderá, em última análise, mudar o atendimento ao paciente.
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Autores/Pesquisadores Citados
Instituições Citadas
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Mais Informações
Acesse a notícia original completa na página da Universidade do Texas em Austin (em inglês).
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