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Uma tela grande, óculos de realidade virtual, um braço robótico com um sistema de ultrassom e um computador: esses são os equipamentos necessários para Tianyu Song, pesquisador da Universidade Técnica de Munique (TUM), na Alemanha, realizar o exame autônomo da aorta, da artéria carótida ou das artérias do antebraço.
Para ajudar a esclarecer possíveis dúvidas sobre o sistema autônomo usado no exame, os pesquisadores criaram um ambiente virtual no qual um agente virtual (avatar) guia os pacientes durante o procedimento do exame.
Após colocar os óculos de realidade virtual, os pacientes veem um avatar que conversa e responde a perguntas. “Isso torna todo o processo mais humano e amigável. E comprovadamente reduz o estresse entre os usuários de sistemas autônomos”, afirmou o Dr. Nassir Navab, professor de Procedimentos Médicos Assistidos por Computador da TUM.
Os pesquisadores compararam os níveis de estresse de 14 pacientes do sexo masculino e feminino, de diferentes idades, submetidos ao exame de ultrassom robotizado. Foram testados quatro cenários, três dos quais com suporte virtual: em um cenário, um avatar foi usado em um ambiente real, outro em um ambiente virtual com sobreposição de elementos reais e o terceiro em um ambiente totalmente virtual. Estas opções foram então comparadas com uma variante puramente real, sem o agente virtual.
Os pesquisadores conectaram os participantes do experimento a um eletrocardiograma (ECG) a fim de registrar a variabilidade da frequência cardíaca durante o procedimento. O resultado: todos os três cenários com suporte virtual se mostraram significativamente menos estressantes do que o tratamento não virtual.
Quando os participantes foram questionados sobre qual dos três cenários com suporte virtual eles mais confiavam e em qual se sentiam melhor, o avatar no ambiente real se destacou.
Os pesquisadores avaliaram que o principal motivo para a redução dos níveis de estresse dos pacientes em tratamento é o avatar, que faz as demonstrações e guia o paciente durante o exame.
O agente virtual segura a sonda de ultrassom e a guia até o braço, conversando com o paciente. Para tornar isso possível, o software converte as perguntas do paciente em texto antes que modelo de linguagem encontre respostas adequadas com base em instruções pré-formuladas, que são então convertidas novamente em voz.
“Um fator importante para a construção de confiança é o fato que o avatar não só fala línguas diferentes, mas também pode fazê-lo com sotaques regionais”, destacou Tianyu Song.
Por exemplo, o agente virtual pode falar com sotaque austríaco ou até mesmo alemão com sotaque americano, e também pode se comunicar de forma não verbal: ele gesticula, faz breves pausas entre as frases e se vira para os pacientes quando eles falam.
Os resultados do estudo foram publicados na revista científica IEEE Transactions on Visualization and Computer Graphics.
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Autores/Pesquisadores Citados
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Acesse o artigo científico completo (em inglês).
Acesse a revista científica IEEE Transactions on Visualization and Computer Graphics (em inglês).
Mais Informações
Acesse a notícia original completa na página da Universidade Técnica de Munique (em inglês).
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