
João Risi, Ministério da Saúde
18 de agosto de 2025, 11:25
Fonte
Ministério da Saúde
Publicação Original
Áreas
Análises Clínicas, Bioinformática, Biologia, Biomedicina, Biotecnologia, Engenharia Biológica, Epidemiologia, Genética, Genômica, Ginecologia, Medicina, Microbiologia, Oncologia
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Resumo
Uma nova tecnologia de teste molecular desenvolvida no Brasil já começa a estar disponível no SUS – em 10 estados brasileiros e mais o Distrito Federal – para o rastreamento do câncer do colo do útero.
Produzido pelo Instituto de Biologia Molecular do Paraná, o novo teste molecular de DNA-HPV substituirá o exame citopatológico Papanicolau, que passará a ser realizado apenas para confirmação de casos em que o teste DNA-HPV apresentar resultado positivo.
A tecnologia pode identificar a presença do vírus no organismo antes da ocorrência de lesões ou câncer em estágios iniciais, inclusive em mulheres assintomáticas.
A partir do último dia 15 de agosto, o Ministério da Saúde passou a disponibilizar no Sistema Único de Saúde (SUS) o teste de biologia molecular DNA-HPV. Trata-se de um método inovador que faz parte do novo rastreamento organizado do câncer do colo do útero na rede pública de saúde.
Ofertada inicialmente em 12 estados brasileiros, a tecnologia 100% brasileira detecta 14 genótipos do papilomavírus humano (HPV), identificando a presença do vírus no organismo antes da ocorrência de lesões ou câncer em estágios iniciais, inclusive em mulheres assintomáticas.
O HPV é a principal causa do câncer do colo do útero, terceiro tipo mais incidente em mulheres, com 17.010 casos novos estimados por ano, no triênio 2023-2025. Estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA) aponta 15 casos da doença a cada grupo de 100 mil mulheres.
Neste cenário, a oferta do novo modelo de rastreamento é considerada um marco para a saúde da mulher em vista de uma série de benefícios. Além de conferir maior sensibilidade diagnóstica, o novo teste reduz a necessidade de exames e intervenções desnecessárias, com intervalos maiores entre as coletas quando o resultado for negativo. Outra vantagem é o rastreamento equitativo e de alta performance, que alcança mulheres em áreas remotas ou com menor oferta de serviços.
Parte do Plano Nacional para o Enfrentamento do Câncer do Colo do Útero, a implementação do novo teste DNA-HPV possibilitará o rastreamento em cerca de 5,6 milhões de mulheres em cinco anos, nos estados nos quais a iniciativa já começa a ser oferecida gradualmente: Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Ceará, Bahia, Pará, Rondônia, Goiás, Rio Grande do Sul, Paraná, além do Distrito Federal.
Com o Papanicolau, o exame precisa ser repetido a cada três anos. Com essa nova tecnologia, o intervalo passa a ser de cinco anos. Além disso, elimina a necessidade de nova coleta quando o resultado é inconclusivo – a mesma amostra já serve para todos os exames necessários, acelerando o encaminhamento ao tratamento
A implementação começa por um município em cada estado, sendo ampliada conforme a finalização da troca do método. A meta é que, até dezembro de 2026, o rastreio esteja presente na rede pública de todo o território nacional, beneficiando 7 milhões de mulheres de 25 a 64 anos por ano.
Produzido pelo Instituto de Biologia Molecular do Paraná, ligado à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o teste molecular de DNA-HPV substituirá o exame citopatológico Papanicolau, que passará a ser realizado apenas para confirmação de casos em que o teste DNA-HPV apresentar resultado positivo. Por ser mais eficaz, a nova tecnologia permite ampliar os intervalos de rastreamento para até cinco anos, aumentando a eficiência e reduzindo custos.
A implementação do teste foi viabilizada pelas Diretrizes Brasileiras de Rastreamento do Câncer do Colo do Útero, que estabelecem o rastreamento organizado, forma de trabalho na qual o SUS convida ativamente mulheres de 25 a 64 anos, público-alvo da iniciativa, para realizar o exame.
A elaboração das diretrizes foi coordenada pelo INCA com a participação de 81 especialistas que representaram a cinco Secretarias do Ministério da Saúde, além da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e outras 37 instituições de todas as regiões do país, incluindo universidades, hospitais, sociedades médicas e organizações da sociedade civil.
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Autores/Pesquisadores Citados
Mais Informações
Acesse a notícia original completa na página do Ministério da Saúde.
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